Naturalmente que a amizade constrói em cada um de nós
múltiplos compartimentos que nos protegem da solidão.
Agora, ao sentir uns passos teus no pensamento,
apercebo-me de que o meu edifício sentimental
abre as suas portas, como se este movimento romantizado
revelasse um fragmento incómodo que alguma presença
impusesse por erro.
Intensas portas o encerram sem um único sinal habitável.
Não há solidão mas pedras sobre pedras.
Não há palavras mas outros caminhos
a partir das palavras.
Ele permanece no seu anel
mas é a totalidade que atinge o universo.
Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012
Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012
Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012
Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011
Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011
Identidade e Conflito
Lançamento no dia 23 de Setembro, Livraria Buchholz, Lisboa, pelas 18:30. Apresentação por Tiago Nené. Leituras de Gisela Ramos Rosa. Lua de Marfim
Domingo, 24 de Julho de 2011
Sexta-feira, 8 de Julho de 2011
Terça-feira, 5 de Julho de 2011
Literatura electrizante
Uma leitura do livro Brutal, por Hugo Xavier.
Sobre as questões do sexo, perguntem às personagens do livro "Sexo entre mentiras". O livro foi "escrito" por elas. Com entusiasmo. Asco? isso é um problema masculino?
Quarta-feira, 29 de Junho de 2011
Quarta-feira, 1 de Junho de 2011
Sábado, 28 de Maio de 2011
Segunda-feira, 16 de Maio de 2011
O Tempo que Falta
Apresentação do livro “O tempo que falta”, no Auditório do Campo Grande, 56, em Lisboa, no próximo dia 21 de Maio, pelas 18:00. Obra e autor serão apresentados por Tiago Nené.
Domingo, 8 de Maio de 2011
António Ramos Rosa
Na Biblioteca Municipal de Olhão, dia 11 de Maio pelas 18h, apresentação do Livro "Prosas Seguidas de Diálogos", por Manuel Madeira.
Projecção do filme "À conversa com António Ramos Rosa", realizado por Adão Contreiras.
Quinta-feira, 28 de Abril de 2011
Terça-feira, 26 de Abril de 2011
Poesia em Ceuta
La Fundación Ceuta Crisol de Culturas 2015 ha organizado para el próximo 6 de mayo el I Encuentro Poético Internacional «Crisol de Culturas», que reunirá en la ciudad a algunos de los mejores poetas contemporáneos de España, Portugal y Marruecos. En total doce escritores, siete españoles, tres portugueses y dos marroquíes, que pondrán en común sus visiones en un acto que se celebrará a partir de las 20.00 horas en el Salón de Actos del Palacio de la Asamblea.
La poesía de los tres países se dará la mano en este evento con el que la Fundación pretende acercar la cultura de España, Portugal y Marruecos. En el encuentro participarán los españoles Jesús Hilario Tundidor, Juana Castro Muñoz, Dolors Alberola, Domingo F. Faílde, Nuria Martínez Vernís, Carlos Guerrero y María Jesús Fuentes, los portugueses Fernando Esteves Pinto, Tiago Nené y Maria Do Sameiro Barroso y los marroquíes Khalid Raissouni y Mezouar El Idrissi, que leerán algunos de sus poemas.
La velada estará amenizada, además, por el pianista Ángel Hortas y la soprano Inmaculada Almeda. Ángel Hortas (Jerez de la Frontera, Cádiz, 1967) es profesor numerario y jefe de estudios del Conservatorio Joaquín Turina de Sanlúcar de Barrameda. Por su parte, Inmaculada Almeda (Puente Genil, Córdoba), licenciada en Canto con matrícula de honor y Premio Fin de Carrera del Conservatorio Superior de Córdoba, se ha movido en diferentes registros, desde óperas de Verdi o Mozart, a libretos de Rossini, pasando por la zarzuela. Jesús Hilario Tundidor (Zamora, 1935) consiguió en 1962 el premio Adonais por Junto a mi silencio. Después de este trabajo le siguieron otros.Dolors Alberola (Sueca, Valencia, 1952), cuenta con un buen número de obras premiadas, entre las que destacan Cementerio de Nadas (Carmen Conde, 1998), Historias de snack bar (2000). Ha sido traducida a varios idiomas entre ellos al francés, italiano, ruso y serbio.
Juana Castro Muñoz (Villanueva de Córdoba, 1945) es poeta, articulista y crítica literaria. Este año acaba de recibir el Premio de la Crítica de poesía por sus Cartas de enero. Medalla de Oro de Andalucía en 2007, también ha obtenido los premios Carmen de Burgos y Meridiana.
Nuria Martínez Vernís (Barcelona, 1976) obtuvo los premios Amadeu Oller y el Memorial Anna Dodas con su primer libro de poemas, El acróbata tampoco saldrá ileso (2000).Carlos Guerrero (Zamora, 1943) ha obtenido diversas distinciones como el Premio Martín Carpena de relatos (2001).
Domingo F. Faílde (Linares, Jaén, 1948), ha obtenido, entre otros, los premios Juan Alcaide (1987), Ciudad de Algeciras (1991), Miguel Hernández (1993), Antonio González de Lama (1994), Cálamo (2003) y Arenal de Sevilla (2004).María Jesús Fuentes, malagueña de nacimiento y profesora del IES Siete Colinas, obtuvo el premio Ciudad de Coria de relatos con El maleficio de los Bogavante.Fernando Esteves Pinto (Cascais, 1961) Prémio de revelação de poesia Inasset - Centro Nacional de Cultura.
Tiago Miguel Serrano Pereira Nené, más conocido como Tiago Nené (Tavira, 1982), debutó en el mundo de la poesía en 2007 con el aplaudido Versos Nus.
Maria do Sameiro Barroso (Braga, 1951), licenciada en Filología Alemana y en Medicina y Cirugía, ha ganado el Premio Palabra Ibérica.
Khalid Raissouni (Casablanca, 1965), poeta, traductor y colaborador habitual de prestigiosas publicaciones del mundo cultural árabe como Al Quds o Nizwa. Mezouar El Idrissi (Tetuán, 1963) es poeta, crítico y traductor. Doctor en Literatura Árabe, miembro de la Unión de los Escritores de Marruecos.
Terça-feira, 12 de Abril de 2011
Segunda-feira, 11 de Abril de 2011
Sábado, 9 de Abril de 2011
Brutal

Brutal é um romance onde se representam todos os traumas da infância, da adolescência e da idade adulta resultantes da decadência humana: violência doméstica, abuso sexual e disfunção emocional. Brutal tem como base narrativa dois personagens que são um só – um jovem e um velho, duas idades da mesma pessoa, ambos fascinados pelo teatro – que, no cenário das suas próprias vidas, dramatizam impiedosamente os momentos que fundamentam e marcam as suas existências. Nesse palco do romance são postos em causa e analisados, até à humilhação de se sentirem culpados um do outro, na relação perversa que ambos sentem pela natureza humana. É um duelo entre a maldade e o remorso, onde o amor e a escrita são meros figurantes.
Sexta-feira, 18 de Março de 2011
Os Nossos Dias
Terça-feira, 15 de Março de 2011
Quinta-feira, 3 de Março de 2011
Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011
Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011
Domingo, 6 de Fevereiro de 2011
Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011
Novidade 4águas

Contracapa:
«Robert Bréchon recebeu com entusiasmo os primeiros textos ficcionais de António Ramos Rosa. São textos em que a poesia nunca deixa de estar presente mas que apontam para outros esforços e rumos de escrita, sempre sob o primado da imaginação e da inquirição do real.»
José Carlos de Vasconcelos, JL — Jornal de Letras, Artes e Ideias
«Frágil, sim, sou frágil, sempre fui extremamente frágil. E sempre pensei que essa fragilidade era uma característica particular que me tornava único e diferente de todos os homens. Era um ser anómalo, pensava, e daí o meu sentimento de inferioridade em relação aos outros, que não o eram, uma vez que encarnavam a norma que eu nunca conseguiria instituir em mim. Só muito tarde, descobri que a anomalia era a norma inerente à condição de todos os homens, sujeitos à contingência, à adversidade, à incerteza radical e à finitude irremediável.»
António Ramos Rosa
Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010
Retrato do corpo
A maneira como leio as tuas palavras. O que não está escrito e o que pensas escrever de forma oculta. Imaginei que não seria fácil expor assim a vida. Por muito que tenhamos para contar, uma grande parte exige que sejamos contidos. Como se as palavras te pedissem respeito pelo que vais escrever. A infelicidade é uma rua estranha, e mesmo que a tenhas percorrido de olhos fechados, inúmeras vezes, nunca sabes onde estás nem para onde vais. Entras e julgas ter saído. Permaneces e julgas estar ausente.
Há também a violência física e psicológica. Nem todas as palavras têm estrutura para contar a tua história. Ficas de fora, evidentemente. Talvez as feridas reclamem novo tratamento e as palavras que voltares a escrever justifiquem outra versão do enredo.
E o sexo, coisa íntima, arma que carrega a responsabilidade de acertar sempre em cheio, perfeito, desejo elevado à condição do prazer. Tinhas dito: sexo com qualidade. Não estará a qualidade do sexo na acção consciente do acto amoroso? Palavra antiga, como se o amor fosse uma regra e não um elemento que se destina aos grandes relacionamentos, intempestivos e possantes. Subversivos e magoados.
A qualidade está no coração, esse gatilho que faz disparar o corpo enquanto obra de arte dedicada ao prazer. A qualidade do sexo está na arte do corpo. Não um corpo qualquer. Mas um corpo capaz de pensar o seu próprio acto. Um corpo sentimento que invade o outro na sua profundidade.
A impressão que toda esta história me fez sentir. Uma personagem tratada como uma puta. Materialista e fútil, quase mecânica e insensível. Uma actriz que se estuda ao espelho para mais um encontro. Uma jovem mulher que se perde em complicados jogos sexuais, porque estar só é para ela uma imagem do deserto reflectida nas suas lentes de contacto. Estar só é um tempo demasiado insignificante, e o corpo pede-lhe homens na paisagem. Também há o lado humano.
Uma mulher minimalista. Cada frase que dizes faz lembrar cartazes luminosos onde as palavras disparam a sua luz para nos revelar a obscuridade implícita no teu pensamento. Linguagem económica. Quase esqueleto. Se deres mais carne às palavras, agradeço. Se me deres sangue, veias, emoções, a pessoa que és arrasará em todos os sentidos. Sê um pouco mais humana e não tão fragmentária.
Há também a violência física e psicológica. Nem todas as palavras têm estrutura para contar a tua história. Ficas de fora, evidentemente. Talvez as feridas reclamem novo tratamento e as palavras que voltares a escrever justifiquem outra versão do enredo.
E o sexo, coisa íntima, arma que carrega a responsabilidade de acertar sempre em cheio, perfeito, desejo elevado à condição do prazer. Tinhas dito: sexo com qualidade. Não estará a qualidade do sexo na acção consciente do acto amoroso? Palavra antiga, como se o amor fosse uma regra e não um elemento que se destina aos grandes relacionamentos, intempestivos e possantes. Subversivos e magoados.
A qualidade está no coração, esse gatilho que faz disparar o corpo enquanto obra de arte dedicada ao prazer. A qualidade do sexo está na arte do corpo. Não um corpo qualquer. Mas um corpo capaz de pensar o seu próprio acto. Um corpo sentimento que invade o outro na sua profundidade.
A impressão que toda esta história me fez sentir. Uma personagem tratada como uma puta. Materialista e fútil, quase mecânica e insensível. Uma actriz que se estuda ao espelho para mais um encontro. Uma jovem mulher que se perde em complicados jogos sexuais, porque estar só é para ela uma imagem do deserto reflectida nas suas lentes de contacto. Estar só é um tempo demasiado insignificante, e o corpo pede-lhe homens na paisagem. Também há o lado humano.
Uma mulher minimalista. Cada frase que dizes faz lembrar cartazes luminosos onde as palavras disparam a sua luz para nos revelar a obscuridade implícita no teu pensamento. Linguagem económica. Quase esqueleto. Se deres mais carne às palavras, agradeço. Se me deres sangue, veias, emoções, a pessoa que és arrasará em todos os sentidos. Sê um pouco mais humana e não tão fragmentária.
Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010
Música de Cama

18 de Novembro (quinta-feira) | Biblioteca Municipal de Silves - 21.00h
SARAU INSTÁVEL [nova rubrica mensal]
(tertúlia à volta de autores, temas e outros vícios…)
Tema: “MÚSICA DE CAMA”
Os múltiplos e (in)sondáveis prazeres, tentações,
encantamentos, efabulações, “desvarios”
e provocações da literatura erótica…
Com convidados muito especiais: na dança do
ventre, música e performance ao vivo…
Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010
Terça-feira, 19 de Outubro de 2010
Biblioteca António Ramos Rosa - Faro
Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010
Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2010

Fernando Cabrita vence Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2010 com o original "Ode à Liberdade e Outros Poemas".
O prémio resulta de uma colaboração entre a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e o Sulscrito – Círculo Literário do Algarve, em parceira com a Câmara de Punta Umbría (Espanha).
O valor do prémio é de 2500 euros e a obra vencedora é publicada na colecção Palavra Ibérica, em edição bilingue.
Um júri constituído por José Carlos Vilhena Mesquita (em representação da Associação
dos Jornalistas e Escritores do Algarve), João Carlos Firmino Andrade Carvalho (em representação da Universidade do Algarve) e Rogério Silva (em representação da editora Gente Singular), atribuiu o Prémio ao original «Ode à Liberdade e Outros Poemas», de Fernando Cabrita, de entre um total de 89 obras a concurso.
Além de Fernando Cabrita, o júri decidiu atribuir duas menções honrosas aos originais "Um Coração Simples", de Daniel Gonçalves, e "Sonetos de Pasmo, Esperança e Solidão", de Joaquim da Conceição Barão Rato.
Fernando Cabrita nasceu em Olhão em 1954. A sua primeira obra “Os Amantes em Silêncio”, foi editada em 1980. “O Livro da Casa”, publicado em 2008 pela editora Gente Singular,da qual é um dos editores, valeu-lhe o Prémio Nacional de Poesia Mário Viegas. Entre os outros prémios que recebeu ao longo da sua carreira estão o Prémio Sílex (1980), Prémio Cidade de Olhão (1987) e Prémio Nacional de Poesia João de Deus (1997). Colaborou também com diversos jornais e revistas.
Na edição anterior do Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica, o vencedor tinha sido Maria do Sameiro Barroso, com “Uma Ânfora no Horizonte”, enquanto que em 2008 o vencedor foi Amadeu Baptista, com o livro “Sobre as Imagens”.
Domingo, 10 de Outubro de 2010
Revista Piolho nº2

Colaboradores: Melusine de Matos, Sílvia C. Silva, Renato Filipe Cardoso, manuel a. domingos, Fernando Esteves Pinto, Zarelleci, Rui Costa, Ivar Corceiro, Ricardo Álvaro, BiXinho, Raul Simões Pinto, Gilberto de Lascariz, Rui Azevedo Ribeiro, Meireles de Pinho (ilustrações), Luís Serra, Miguel Sá Marques, Sérgio Almeida, Humberto Rocha, A. Dasilva O. e Théodore Fraenckel.
Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010
Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010
Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010
Sábado, 11 de Setembro de 2010
Domingo, 5 de Setembro de 2010
Apresentação Dupla
Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010
Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010
À "conversa" com Rui Dias Simão
1 – O surrealismo dá-te muito trabalho?
R: Sobretudo à segunda-feira (sorriso)... A escrita é, em mim, quando
acontece, uma terapia lunissolar e estruturante; por isso, uma atitude
de trabalho inicialmente se não vislumbra e evoca.
2 – A desestruturação mental é uma vantagem para um poeta se sentir confortável num ambiente surreal?
R: Para já, antes pelo contrário... em boa hora, cada anzol, cada peixe; em suma, é preciso estar muito estruturado para saber finalmente desestruturar.
3 – Imagina que dividimos uma garrafa em três partes (o fundo da garrafa, o corpo da garrafa e o gargalo), as quais representam respectivamente três fases do dia (a manhã, a tarde e a noite). Qual é a fase que te influência mais no processo criativo?
R: Debaixo da Lua, sem (100) garrafas...
4 – Fala-me dos teus Animais da Cabeça.
R: É um livro que nasce de uns desenhos que fiz por volta do ano 2000, os quais estiveram longamente pousados sobre um sofá lá de casa, até que.
5 – O desenho e a pintura são o outro lado dos teus poemas. Correspondem à clarificação mental do teu imaginário poético. O que vês quando escreves poesia?
R: A mulher, a tal, nua, dentro dos translúcidos espelhos.
6 – Tens consciência de que a tua poesia marca uma atitude, uma linguagem, que é no essencial a tua própria imagem e comportamento perante a vida e os outros?
R: Tenho. Afinal, talvez não ...
7 – Que realidade entra nos teus poemas?
R: Neste livro ( Os Animais da Cabeça), uma pseudo-realidade quase
fora de si mesma.
8 – Há um diálogo implícito nos teus poemas. Que diálogo é esse e com quem?
R: Só pode ser com o eventual leitor e a literal surdez do mundo.
9 – O teu último livro “Os Animais da Cabeça” é, quanto a mim, um breve tratado psico-filosófico sobre o género humano. É na desconfiguração do quotidiano que investes a tua racionalidade?
R: Parece utópico, mas existe de quando em vez na minha escrita uma
certa irracionalidade a investir no quotidiano.
10 – Em quase todos os teus poemas verifica-se uma linha bem definida de transição entre o sentimento pessimista da vida e o sentimento cómico, risível da vida. Como te defines perante a realidade?
R: Na totalidade dos contrários...
R: Sobretudo à segunda-feira (sorriso)... A escrita é, em mim, quando
acontece, uma terapia lunissolar e estruturante; por isso, uma atitude
de trabalho inicialmente se não vislumbra e evoca.
2 – A desestruturação mental é uma vantagem para um poeta se sentir confortável num ambiente surreal?
R: Para já, antes pelo contrário... em boa hora, cada anzol, cada peixe; em suma, é preciso estar muito estruturado para saber finalmente desestruturar.
3 – Imagina que dividimos uma garrafa em três partes (o fundo da garrafa, o corpo da garrafa e o gargalo), as quais representam respectivamente três fases do dia (a manhã, a tarde e a noite). Qual é a fase que te influência mais no processo criativo?
R: Debaixo da Lua, sem (100) garrafas...
4 – Fala-me dos teus Animais da Cabeça.
R: É um livro que nasce de uns desenhos que fiz por volta do ano 2000, os quais estiveram longamente pousados sobre um sofá lá de casa, até que.
5 – O desenho e a pintura são o outro lado dos teus poemas. Correspondem à clarificação mental do teu imaginário poético. O que vês quando escreves poesia?
R: A mulher, a tal, nua, dentro dos translúcidos espelhos.
6 – Tens consciência de que a tua poesia marca uma atitude, uma linguagem, que é no essencial a tua própria imagem e comportamento perante a vida e os outros?
R: Tenho. Afinal, talvez não ...
7 – Que realidade entra nos teus poemas?
R: Neste livro ( Os Animais da Cabeça), uma pseudo-realidade quase
fora de si mesma.
8 – Há um diálogo implícito nos teus poemas. Que diálogo é esse e com quem?
R: Só pode ser com o eventual leitor e a literal surdez do mundo.
9 – O teu último livro “Os Animais da Cabeça” é, quanto a mim, um breve tratado psico-filosófico sobre o género humano. É na desconfiguração do quotidiano que investes a tua racionalidade?
R: Parece utópico, mas existe de quando em vez na minha escrita uma
certa irracionalidade a investir no quotidiano.
10 – Em quase todos os teus poemas verifica-se uma linha bem definida de transição entre o sentimento pessimista da vida e o sentimento cómico, risível da vida. Como te defines perante a realidade?
R: Na totalidade dos contrários...
Sexta-feira, 30 de Julho de 2010
Quarta-feira, 28 de Julho de 2010
Segunda-feira, 19 de Julho de 2010
Polishop
Quinta-feira, 8 de Julho de 2010
Biblioteca Municipal de Olhão
Quinta-feira, 24 de Junho de 2010
Sulscrito 3

Antologia da Indiferença
Pior que uma cidade indiferente à acção criativa dos seus poetas e artistas, é estes sentirem-se subtraídos dos seus direitos no espaço de intervenção da sua própria cidade. Não se trata aqui de traçar um círculo de combate onde a consciência se posiciona em estratégias de defesa ou ataque, munidos das suas armas criativas, que, a verificar-se, apenas apontariam na direcção da arte como alvo (...)
Domingo, 20 de Junho de 2010
Segunda-feira, 14 de Junho de 2010
Sexta-feira, 11 de Junho de 2010
Quarta-feira, 9 de Junho de 2010
Segunda-feira, 7 de Junho de 2010
Domingo, 6 de Junho de 2010
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